Que Loucura é essa?
Ei, é assim que ela começa um texto
pra me chamar no whatsapp, e lá estou eu “verdinha” completamente Online pra
ela, só pra ela, perco trabalho pra me achar pra ela, esqueço a rotina pra
criar um dia novo com ela,
Que loucura é
essa?
O telefone toca,
eu posso estar no banho, em nárnia, em madagascar, longe milhas do telefone,
viro maratonista, vira saltadora, viro atleta, corro contra o tempo, eu paro o
tempo, e junto ao meu alô "bufante", vem o poxa amor dela, e um: que
demora, estava fazendo o quê !?
E eu rio, que
loucura é essa?
Busco o ar
novamente e logo pergunto como foi seu dia e então nos perdemos em palavras que a gente cisma em falar ao mesmo tempo, a
sorte é que jamais teríamos um monólogo, exceto nas vezes em que ela me deixa
falar sozinha, quando reclamo dos excessos dela. Mas entendo que o excesso dela
é a caixa d’água transbordando, porque foi assim que ela se declarou pra mim,
lembro-me bem dela dizendo: “Ai amor, com você me sinto uma caixa d’água, você
me transborda”.
Lembro-me bem
também, dos meus olhos transbordando tal qual a caixa d’água dela.
A impressão que
tenho é que o nosso amor já começou com idade, já começou antigo, já tão sábio,
já tão dono de si, já tão TÃO !
As vezes acho
que perdi o controle sobre mim, sobre as coisas e (PQP) como é bom perder o
controle ao lado dela.
E sabe, eu
confesso, somos um desses casais mimimi, é só ter um bar, uma mesinha e alguns
amigos que lá vamos nós contarmos pela enésima vez como foi que tudo começou
entre nós, é só ter uns gatos pingados e alguém disposto a ouvir (ou não) que lá
vamos nós, gastar nossas salivas com histórias com riquezas de detalhes, a
gente conta, mas a gente se olha, a gente reproduz aos amigos mas a gente se
encaixa, eu e ela,
É só ter um
pouco de gente mais próxima, uns colegas do grupo que vamos perpetuando o nosso
enlace, nos olhando, nos amando, nos namorando, pode ter um bando de amigos que
é como se fossemos duas, sempre duas a viver e reviver todo o amor que surgiu
em um encontro inusitado, As vezes não precisa de ninguém, contamos para nós
mesmas, e me parece sempre melhor, sempre mais bonito, nem sei mais se vivemos
tanto dentro destes meses ou se queremos tanto, se sonhamos tanto, se desejamos
tanto. Só sei que eu precisei de um final de semana pra me descobrir inteira em
uma parte que me foi presenteada pelos astros ou pelo o destino como ela mesmo
prefere acreditar,
Eu precisei de
um pouco mais de alguns minutos para fitar os olhos dela e perceber que eram
eles que eu queria olhar durante toda a minha jornada ou enquanto durar (que
dure para sempre). Eu precisei de um pouco de música, precisei da voz e a falta
de ritmo dela, precisei daquele banho de chuva que caiu como que para limpar as
nossas almas de qualquer resquícios do passado que quisesse por ventura vir a
ficar, mais do que nunca eu precisei,
continuo precisando, quero precisar sempre porque meu maior presente é a
presença dela junto a mim.
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