tu não vês
no fundo no fundo
eu quero-te.
tu é que não vês
que o meu querer
é sinónimo de dar-te
tudo o que de mim
sou.
e sou
maresia
em noites de verão
sol quente
em dias de chuva.
e tu não vês.
só porque tens medo.
medo de ser feliz
para a vida toda.
.
.
.
.
mas, não contes o que te conto.
porque os meus contos são
palavras sussurradas,
voláteis e imaginadas,
de dias quentes
e noites frias.
é apenas a nossa condição humana, perdida em memórias e sentimentos
.
.
.
.
.
E eu não esqueci mas vou procurando intensidade noutros recantos porque sei que dele nunca posso esperar segurança.
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